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MONITORAMENTO DE MERCADO

Análise de preços mundiais de fibra de madeira no segundo trimestre de 2017

Posted by Marcelo Schmid on 18 Outubro 2017

Os relatórios de benchmark de preços florestais da Forest2Market no Hemisfério Ocidental permitem que empresas florestais (produtores e compradores) comparem seus custos de matéria-prima com a média do mercado de várias maneiras:

  • Por produto final: um produtor de caixa de papelão para embalagem (boxboard), por exemplo, pode comparar os custos com a média de mercado praticada por outros produtores do mesmo produto;
  • Por espécie: um consumidor de coníferas (softwood) pode comparar seus custos com os de todos os outros consumidores de coníferas. O mesmo é possível para folhosas (hardwood);
  • Por região: se a empresa estiver na região do planalto catarinense, norte de Minas Gerais, ou sul dos Estados Unidos, por exemplo, é possível comparar seus custos com a média praticada por outras empresas da mesma região. A Forest2Market trabalha em diversas regiões em todo o mundo;
  • Pela concorrência mundial: Como os mercados de celulose e papel são globais, é possível entender a posição do custo de uma empresa deste setor em relação aos outros produtores do Hemisfério Ocidental.

Preços de fibra de madeira entregue - por produtos finais

Os preços de fibra de madeira diminuíram para todos os produtores de papel e celulose no 2ºT/2017 com exceção do papel jornal, que aumentou 1,8% no comparativo trimestral. No comparativo anual, todos os segmentos sofreram queda nos preços, sendo que a celulose de fibra curta sofreu a maior queda (5,8%), seguido por papéis revestidos (5,5%) e papel não revestido, boxboard (caixa para embalagem) e containerboard (caixa para transporte), entre 4 e 5% cada.

No quadro abaixo estão os resultados do 2ºT/2017 (variação média de preço) comparados com o 1ºT/2017 e com o 2ºT/2016, para os diversos segmentos:

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O gráfico abaixo indica a tendência para os diversos segmentos entre o 1ºT/2014 e 2ºT/2017. Os preços foram maiores para os segmentos de papel revestido e celulose de fibra curta, enquanto que os menores preços foram para os fabricantes de papel jornal e celulose de fibra longa. 

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O gráfico a seguir apresenta a tendência para os mesmos segmentos do gráfico anterior, porém, para os últimos 04 anos. Percebe-se que houve queda geral nos preços de todos os produtos reportados.

 

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Preços de fibra de madeira entregue por espécie e região

Os gráficos abaixo apresentam a variação dos preços de fibra de madeira de coníferas entregue em diferentes regiões (variação trimestral e variação anual, respectivamente).

 

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Os gráficos a seguir, por sua vez, apresentam a variação dos preços de fibra de madeira de harwood (folhosas), incluindo o eucalipto no Brasil, entregue em diferentes regiões (variação trimestral e variação anual, respectivamente).

 

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Brasil e Sul dos Estados Unidos, regiões de menor custo

O desempenho do Brasil nos últimos trimestres pode ser descritos com uma palavra: estável. Mesmo com transtornos causados pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff a economia brasileira aumentou no 1ºT/2017. Embora o ambiente político ainda esteja sofrendo desafios com as denúncias de corrupção, o PIB aumentou 1% no 1ºT, acabando com a recessão de dois anos do país e a contração econômica de quase 8%.

Os preços de fibra de madeira representam esta estabilidade. Os preços de taxa cambial fixa para fibras de coníferas diminuíram U$3,30/t desde o 1ºT/2016 com a maior parte da queda ocorrendo no 1ºT/2017 (US$1,74/t) e com mais um decréscimo no 2ºT/2017 (US$0,95). A fibra de folhosas sofreu um declínio ainda maior, com os preços de taxa cambial fixa diminuindo US$10,03/t desde o 1ºT/2016. Assim como ocorreu com a fibra de coníferas, a maior parte da queda ocorreu no 1ºT/2017 (US$3,23/t) e uma queda adicional de US$4,45/t no 2ºT/2017.

Contando a taxa de câmbio, o Brasil continua a manter uma significativa vantagem de custo em relação aos outros mercados do Hemisfério Ocidental, incluindo o Sul dos Estados Unidos. No comparativo anual, os preços de 2017 de coníferas são US$9,41/t abaixo do que observado no sul dos EUA. No entanto esta é uma redução quando comparada ao mesmo período de 2016, quando o Brasil apresentou uma vantagem de US$13,57/t. Para os preços de fibra de eucalipto versus fibra de folhosas do sul dos EUA, a tendência é a mesma. Os preços no acumulado anual mostraram uma vantagem de US$ 14,22/t enquanto que para o mesmo período em 2016 a vantagem foi maior, de US$17,14/t.

Embora a maior parte da vantagem do Brasil seja devido ao fortalecimento do Real frente ao Dólar, uma parte da redução também se deve à queda dos preços no sul dos EUA.

O sul dos EUA tipicamente experimenta altas sazonais no inverno, quando as indústrias aumentam seus estoques e as condições de estrada deterioram-se em função da precipitação. No entanto isso não se materializou no último inverno pois a precipitação no 4ºT/2016 e 1ºT/2017 foi 14% abaixo da média. Como os estoques das fábricas estavam altos, a demanda foi suavizada e como consequência os preços da fibra de madeira diminuíram. No 2ºT/2017 os preços de coníferas estavam US$1,85/t menores do que no mesmo período do ano anterior, e os preços de folhosas estavam US$3,19/t menores.

 

América do Norte - Oeste, América do Norte – Leste, regiões de maior custo

A sazonalidade na Columbia Britânica e no Noroeste do Pacífico geralmente ocorre no segundo trimestre e isso não foi diferente no 2ºT/2017. Neste ano, entretanto, o aumento de US$4,56/t no custo das coníferas foi muito maior do que a média de US$2,25/t dos últimos 5 anos. A produção das serrarias vem aumentando na região, especialmente durante o 4ºT/2016, levando os preços ao quinto ano de decréscimo no 1ºT/2017.  Isso continuou ocorrendo no 2ºT/2017, quando a produção aumentada das serrarias permitiu que as fábricas de papel e celulose mudassem suas compras de cavacos de toras inteiras para os cavacos de menor custo oriundos dos resíduos das serrarias. Então por que o forte aumento de US$4,56/t nos custos? A resposta está na demanda. No 1ºT/2017 a demanda foi 10,4% maior do que no mesmo período do ano anterior e no 2ºT/2017 o aumento foi de 3,3% se comparado ao 1ºT/2017 e 11,8% quando comparado ao 1ºT/2016.

Na América do Norte-Leste, com as reduções contínuas na produção de papéis revestidos e papel jornal, os preços estão em declínio acentuado. A sazonalidade no 1ºT/2017 para as coníferas causou um ligeiro aumento nos preços, porém caiu novamente no 2ºT/2017. Na primeira metade de 2017, os preços eram US$2,10/t menores do que na primeira metade de 2016 na mesma região.

Em relação às folhosas, a sazonalidade do fim da primavera no segundo trimestre aumentou os preços, mas assim como os preços das coníferas, estão em uma tendência de queda acentuada. Os preços do 1ºT/2017 foram US$4,70/t mais baixos do que no 1ºT/2016.  

 

Perspectivas para o resto do ano

Os preços das fibras de madeira no Brasil deverão cair e, como as condições econômicas provavelmente continuarão a melhorar, isso fará com que o Real se fortaleça frente ao Dólar. Como resultado, os preços em Dólar aumentarão. O recente start-up da segunda máquina na fábrica de celulose da Fibria no Mato Grosso do Sul é uma indicação de fortalecimento da demanda global não preenchida por fábricas asiáticas. Como resultado direto das condições econômicas atuais, a demanda de fibra em alguns setores que são diretamente influenciados pelo PIB - particularmente a caixa de papelão para transporte (containerboard) - aumentará. No entanto, prevê-se que a diferença entre o Brasil e o sul dos EUA se alargue, dado que os preços do Sul dos EUA são susceptíveis de aumento.

A demanda de caixa de papelão para embalagem (containerboard) e OSB mostra o fortalecimento contínuo, e o efeito dos furacões Harvey e Irma provavelmente irá interferir o mercado. Além disso, prevê-se que uma forte precipitação durante o verão até o início do inverno cause um efeito ascendente sobre os preços. O atual aumento nos preços parece confirmar isso.

Na Columbia Britânica os incêndios florestais, as reduções nos cortes anuais permitidos e os direitos (potenciais) dos EUA sobre madeira serão amortecedores da produção de serrarias e reduzirão a disponibilidade de cavacos residuais no mercado. Isso aumentará os preços para as fábricas de papel e celulose na região, à medida que estas passam a procurar cavacos de toras inteiras, produto mais caro. No noroeste do Pacífico, os preços também provavelmente serão mais elevados à medida que o aumento na demanda e produção superarem qualquer aumento no suprimento de cavacos residuais.

No leste da América do Norte, é provável que os preços continuem a cair, já que o mercado continua buscando um preço mínimo por demanda.

 

Metodologia

Para o Benchmark do Hemisfério Ocidental, a Forest2Market usa preços de madeira de toras para celulose e cavacos (apenas cavacos para fibra de madeira, não cavacos para energia) entregues através da cadeia de abastecimento até a fábrica do produtor final. Em seguida, o preço e a unidade de medida são convertidos em dólares norte-americanos / tonelada. Para a tora, também é feita uma conversão para um equivalente em cavaco para fibra de madeira, e um custo de US$ 5,50 / tonelada é adicionado para descasque e cavaqueamento na pilha de cavaco. Em seguida, o preço médio ponderado é calculado para todas as fibras de madeira.

 

Saiba mais sobre os produtos e serviços da Forest2Market do Brasil

Topics: Benchmark de preços, cadeias produtivas florestais, Mercado florestal, Celulose, setor florestal

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