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MONITORAMENTO DE MERCADO

O mercado de eucalipto no estado de São Paulo: da água ao vinho

Posted by Marcelo Schmid on 30 Maio 2019

O mercado de eucalipto no estado de São Paulo é um excelente exemplo sobre como o mercado florestal – mesmo baseado em uma atividade de longo prazo – é dinâmico e pode se alterar em curto espaço de tempo.

De acordo com dados da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), São Paulo ocupa o segundo lugar no ranking dos principais estados produtores de eucalipto (Figura 1), com 946 mil hectares plantados com o gênero em 2016, ficando atrás apenas de Minas Gerais, que apresentava 1,4 milhão de ha na mesma época.

 

Figura 1. Principais estados produtores de eucalipto (2016)Brazil_PT_May_1

Fonte: IBÁ

 

Esta representatividade é justificada pela presença de grandes players, especialmente do segmento de celulose, representado por empresas como a Suzano, International Paper e Bracell, e o segmento de chapas de madeira, com a Duratex e Eucatex.

Há questão de cerca de um ano os preços de eucalipto em São Paulo estavam estagnados, sem tendência de mudança, dado o desaquecimento de mercado. Porém, a movimentação de algumas das empresas mencionadas acima, além do aumento de consumo de outros segmentos, criou clima mais otimista para o mercado florestal no estado.

A Bracell (nova marca da Lwarcel Celulose, em Lençóis Paulista) anunciou seu plano de expansão nomeado “Projeto Star”. Essa expansão aumentará a capacidade produtiva da fábrica de celulose no estado de São Paulo (em Lençóis Paulista) de 250 mil toneladas/ano para 1,25 milhão de toneladas/ano, com conclusão prevista para 2021.

Já a Suzano, que após a compra da Fibria, virou líder global na produção de eucalipto, com capacidade de produção de 11 milhões de toneladas de celulose/ano e dona de três fábricas em São Paulo (Suzano, Limeira e Jacareí), avalia investimentos em novas fábricas e expansões de unidades já existentes. Caso isso se concretize, a Suzano pode investir em São Paulo ou Mato Grosso do Sul.

Outras empresas do setor, apesar de não terem anunciado projetos de expansão, estão revendo sua estratégia de abastecimento florestal para os próximos anos, contando com um ambiente de mercado muito mais competitivo.

Além dos segmentos tradicionalmente conhecidos pelo seu consumo de madeira, a demanda por biomassa de eucalipto também vem aumentando nos últimos anos, através dos segmentos alimentícios e outras usinas que têm mudado para biomassa em função do preço alto do gás.

Com o aumento no consumo de eucalipto no estado os preços da matéria prima florestal apresentam uma tendência crescente. A Forest2Market do Brasil monitora o mercado de eucalipto de São Paulo desde 2016, por meio da coleta mensal de transações reais de mercado junto a vários clientes.  Conforme poder se observar na figura 2 o preço do m³ em pé no estado saiu de R$ 37,05 em dezembro de 2016 para R$ 55,38 em março deste ano, um crescimento de 49% (1,5% a.m.) para o período analisado.

 

Figura 2. Tendência nos preços da tora de eucalipto em São Paulo

Brazil_PT_May_2

Fonte: Forest2Market do Brasil

 

As perspectivas para o preço da matéria-prima florestal no Estado são de um aumento ainda mais significativo. Segundo os levantamentos da Forest2Market do Brasil, atualmente há um volume excedente de florestas em São Paulo, porém, apenas a expansão da Bracell reverterá esse quadro, tornando a demanda por matéria-prima ainda mais acirrada e pressionando os preços.

 Saiba mais sobre os produtos e serviços da Forest2Market do Brasil

Topics: economia florestal, Celulose, setor florestal, investimento florestal, eucalipto

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